Soneto à Chuva

No meio do inverno,
Que nunca é eterno,
Aconselho uma boa bota
Como se usa na tropa.

É o remédio perfeito
Para quem não tem jeito
De escolher uma bota estilosa
Muito bonita ou muito feiosa.

A chuva é intensa e forte
E que enorme falta de sorte
Por só ter ténis de pano.

Ficam molhados num instante
E talvez seja um ignorante,
Mas não, sou só humano.

A Chuva em estado de espírito

Está chuva, está vento,
E que preguiçoso estou.
O meu carro estava sujo,
E agora lavado ficou..

A chuva está de volta
E os meus ténis cheios de pó.
Vou chapinhar nas poças
Como se fosse um tótó.

Abri o meu guarda-chuva,
E o vento partiu a vareta.
Podia comprar um novo,
Mas sou um pouco forreta.