Xutos num cigarro

Felizmente para mim, já assisti a quase uma dezena de concertos dos Xutos & Pontapés. A palavra “dezena” não aparece porque já não sei ao certo quantos concertos vi, mas sim porque parecem muitos mais do que se disser 7. “Quase uma dezena” parece um número indefinido, muito maior que um 7. Enfim, já me estou a perder.

Os Xutos são uma banda que consegue ter clássicos atrás de clássicos, reinventam-se sempre de forma interessante. Gostos são gostos e eu gosto. Mas o mais impressionante não é isto! O mais impressionante é ver um dos membros da banda durante um concerto: o João Cabeleira. E não tem nada a ver com o facto de ele ser casado, e ter um filho, com uma stripper. Cada um sabe de si e eu respeito todos.

O mais impressionante é a postura durante os concertos. Está sempre no mesmo sítio, num dos lados do palco, não canta, não fala com o público. Só toca, brilhantemente, guitarra. Sempre com um toque pessoal, faz os seus solos, e dá o seu espectáculo. Mas, para além de guitarrista, João Cabeleireira é mágico!

Sempre que olhava para ele, em qualquer um dos concertos, ele estava a fumar o seu cigarrinho. Portanto, se ele toca guitarra com os dedos não os pode usar para fumar, certo? Sim, e é impressionante o facto de ele estar a tocar, música atrás de música, sempre com o cigarro na pontinha da boca. Ou seja, o fumo está sempre a ir para os olhos. Facto que me leve a concluir o seguinte: João Cabeleira tem os olhos mais fortes e insensíveis de sempre! Ou, e se isto for verdade é uma oportunidade fantástica de negócio, tem umas lentes de contacto anti-fumo. Se este produto existe, vamos todos vê-lo a ser (quase) impingido pela RTP na publicidade que dá depois de almoço. Nada contra, são anúncios particularmente engraçados.

Para além desta demonstração incrível de força ocular, João Cabeleira também consegue criar postos de trabalho. Ele tem um assistente que vem ao palco, muitas vezes, trazer-lhe uma guitarra diferente. Mas, se eu o vejo sempre de cigarro na boca e nunca com um cigarro na mão, será que ele tem um assistente que lhe leva o cigarro à boca? Será que ele tem um assistente só para acender e apagar o cigarro? Ou será que esse assistente acumula funções? Se isto for verdade (e talvez exista esta profissão no mundo), João Cabeleira tem um “Cigarreiro Pessoal”.

Promessas e mais promessas

Portugal é campeão europeu! Ficou meio mundo histérico com este feito histórico. Já todos festejámos (uns hão de continuar os festejos), já todos vimos aqueles milhares de vídeos virais sobre o Ronaldo, o Éder, os jornalistas, os franceses, e por aí em diante. E quem é que já viu o vídeo do Eduardo Madeira nú no Marquês de Pombal?

Ele próprio disse que era uma promessa. E, como ele, aposto que muitos portugueses, e europeus, também disseram “Se Portugal for campeão eu faço…” (as reticências são para preencher ao gosto de cada um). Diga-se, de passagem, que o Eduardo Madeira foi muito fraquinho a cumprir a sua promessa. “Andar nú no Marquês” seria um feito histórico se ele o tivesse feito durante o dia da festa, ou na noite em que ganhámos o europeu.

Despir-se durante 30 segundos no Marquês, quando são 6 da manhã e não está lá ninguém, é miséria. Cumpriu o que disse? Sim, claro. Mas foi tão fraquinho, tão pouco corajoso. Se é para fazer, que seja em grande!

Pensemos agora em todas as outras promessas, especificando uma: tatuagens. Sem querer ser adivinho, acho que existem várias pessoas que disseram “Se Portugal for campeão vou tatuar…” (as reticências preenchem-se de acordo com a criatividade de cada um). E quantos é que o cumpriram? Provavelmente, foram poucos.

Não sei se existem, mas gostava muito que existem muitas lojas de tatuganes perto do Marquês. Ou melhor, devia de existir uma loja ambulante de tatuagens em cada sítio onde se festeje loucamente. Deviam existir muitas em cada sítio, para evitar filas de espera.

Porquê? Hoje, teríamos pessoas que tinham o Éder tatuado nas costas, ou então tatuavam uma taça, ou, para os fãs do Quaresma, tatuavam uma pena. Onde? Não interessa. Mas, o que é certo, é que existiriam muito mais pessoas com tatuagens do arrependimento, daquelas que só se fazem quando o corpo está presente, mas a mente já desligou. Seria um fartote de rir durante o verão. Nunca se iria à mesma praia duas vezes, só para procurar mais parvoíce eterna pintada no corpo.

Era mesmo engraçado passear na praia e ver alguém com um Éder gigante nas costas. Fica a ideia. Felizmente, já existe solução para todos aqueles que fazem tatuagens mal pensadas. Alguém decidiu investir dinheiro e abrir uma loja da salvação: uma loja de remoção de tatuagens! Realmente é bem pensado, mas só devia ter aberto depois de alguém tatuar um Éder gigante nas costas.

Não sou a última bolacha do pacote!

Olá, bem-vindos!

Criar um blog é demasiado fácil. Hoje, sou mais um que vem para aqui escrever umas coisas com sentido, outras sem, ninguém sabe o que vai acontecer. Podia ter preparado um texto lindo e filosófico sobre o que quero escrever. Até seria giro fazer um poema sobre isso. Mas não teria grande interesse e, como não quero mentir a ninguém, eu próprio não sei o que vou escrever a seguir. Adoro esta “adrenalina”. Talvez tenha sido a pior palavra para descrever isto… que começo auspicioso!

Hoje em dia, criar um blog merece ser um grande evento, com catering e tudo! Croquetes, Rissóis e chouriço com pão. Provavelmente, se eu pudesse apresentar o meu blog assim, teria um buffet grande o suficiente para se confundir com um casamento. Uma certeza eu tenho: esse evento teria muito mais comida que pessoas. Estranho? Não para mim! E a explicação é demasiado simples: eu gosto MUITO de comida!

Não tenho nada disso, mas mesmo assim estou feliz. Eu e o meu pacote de bolachas, juntos e felizes da vida. Não vou dizer a marca de bolachas que estou a comer. Um dia, uma marca de bolachas vai ser meu patrocinador. Como não revelei o nome nunca terei problemas. Sonhar é bom, comer bolachas também.

Entretanto, comi as bolachas todas. Vou abrir outro pacote. Até já!