Ainda não sei se é uma coincidência feliz, mas eu sonho muito e lembro-me do que sonho em todas as manhãs. Não o suficiente para contar uma história detalhada do que a minha imaginação quer fazer, mas o suficiente para acordar feliz com o que andei a fazer de noite. Apenas me preocupa, por ser o único que o sei.

Será que as pessoas que me encontram na noite, as que eu chamo para o meu imaginário, gostavam de saber? Não é intencional, eu não sei controlar o que faço, mas a minha imaginação é fértil o suficiente para me trazer noites e manhãs bem alegres. Se fosse contigo, gostavas que te dissessem?

Quando sonho, raramente digo às pessoas o que sonhei com elas, talvez não queira envergonhar ninguém, mas pensei sobre isto e, em teoria, adorava saber o que ando a fazer nas noites em que acordo cansado e sem memória. De certeza que andei em aventuras numa cabeça distante, mas na cabeça de quem? Será que me portei bem? Citando outra canção cantada por Portugal na Eurovisão, “O que faço aqui?”

São 3 noites consecutivas a sonhar com pessoas que conheço, mal ou bem. Nem sempre juntam no mesmo sonho, mas o final é sempre feliz. Não confundir com as massagens que “prometem um final feliz”, porque neste caso, é só um sorriso bem-disposto.