Segundo dia, segundo tema, e a pergunta era “O que estavas a fazer se não estivesses a fazer isto?”. Fácil, muito provavelmente, dormir, mas isso não tem qualquer interesse para um exercício de escrita criativa. Estou eu aqui a tentar não ser preguiçoso e até este livro me puxa para a desgraça.

Se não estivesse a escrever, ia dormir. O plano mais preguiçoso tem sempre tudo para correr bem, mas visto que estou numa de exercício, vamos mudar de opção. Ler, outra resposta desinteressante. Não vou escrever sobre o que estou a ler. A minha opinião, às vezes, nem para mim é interessante, quanto mais escrevê-la num texto.

Se há quem seja bom a encher chouriços enquanto conversa, hoje faço-o eu em forma escrita. Até agora, que ainda não acabei, já estou aborrecido com o que estou a escrever. Será que alguém chega até aqui? Ah, boa. Olá! Mas continuemos, também não é possível conversar em tempo real com alguém que está a ler o que ainda não acabei de escrever. Boa, mais uma frase vazia. Está na hora da terceira e melhor parte: o esparguete.

Acontece que eu não vou cozinhar nada. Esparguete é aquilo que se faz com o corpo, em que uma perna vai para cada lado, sendo que no caso dos homens existe o risco dos dois irmãos gémeos ficarem meio separados dentro da sua própria casa. Esta imagem mental será tão rica quanto a experiência de cada um. Não, não é preciso agradecer. Foi um prazer.

Não sei, ou não me lembro como se escreve isso em bom português e, como gosto de bons desafios, também não vou ao tio Google perguntar. Agora que falo nisso, também não sei escrever corretamente aquele prato de couves bem cortadinhas, temperadas com azeite, vinagre e outras coisas que faz daquilo uma papa que nem sempre cheira bem. Enfim, outros dilemas. A minha missão de hoje, já está cumprida.

(Se estás a apanhar outra frequência e só chegaste agora, mais vale dares um saltinho ao texto de ontem.