Nunca me vou esquecer do meu primeiro constrangimento num balneário. Estava a prepara-me para mais uma aula de natação e, quando passo pela zona dos lavatórios, vejo um homem nu a fazer a barba, com a masculinidade a tentar espreitar pelo lavatório. Criança que fui, estranhei, mas segui em frente e fui nadar.

É assim o mundo no balneário dos homens, cheio de personalidades fortes e miudezas de fora. Nada contra quem gosta de andar nu, cada um faz o que quiser para se sentir mais feliz, mas a nudez dos outros é tão desconfortável quanto o homem que a carrega.

No balneário, os homens sentem o conforto da saia que fazem com a toalha de banho. Exceção feita aos que a utilizam como cachecol, porque lá em baixo já não sentem frio.  Quando maior for a barriga, maior é o à vontade e a despreocupação com o que se possa pensar. E quando a barriga dá lugar a um pack de abdominais parece exibicionismo em corpo inteiro. No geral, é só uma exibição de quem se quer dar a conhecer.

Nada me incomoda, não é para mim que se exibem, nem sei onde me encaixo neste esquema. Uma coisa é certa, só gosto de estar nu para as atividades que me interessam fazer sem roupa.