Gosto de pensar que tenho uma boa cultura geral e que estou sempre a aprender mais. O meu ego fica sempre contente quando me sinto um excelente concorrente num qualquer concurso de televisão de perguntas destas. Contudo, existe um jogo maléfico que prova o contrário, prova que afinal ainda não aprendi nada. Isto foi o que eu descobri a última vez que joguei ao STOP.

Foi muito nostálgico (e triste) quando percebi que a minha inteligência pouco tinha evoluído. Na categoria “Marcas”, achei que seria imbatível. Cada vez existem mais e eu estou muito mais atento a elas do que quando tinha 10 anos. Ainda assim, a única marca que me lembro com a letra A é Aquafresh, pasta dentífrica que não me protege os dentes, mas que aumenta a minha pontuação.

“Profissões”, uma “categoria” pouco consensual e que muitas vezes me esqueço de colocar em jogo. Tal como quando era pequeno, a única profissão que existe com a letra P é paneleiro, o “homem que faz panelas”, mas que não evita aquela gargalhada parva e infantil. Sim, a minha inteligência emocional é enorme.

Middlesbrough, Hamburgo ou Las Palmas são cidades que conheci a ver futebol. Afinal, é bom saber que ter perdido tantas horas a ver futebol é uma das principais razões para ser quase um professor de geografia. Os clubes pertencem a vilas e a cidades, cujos nomes costumam partilhar. É por isso que gosto de jogar com a categoria “C.V.A” (cidades, vilas e aldeias), para pôr todo o meu conhecimento em prova.

Por último, vou revelar um truque para garantir a pontuação máxima. Escrever a mesma palavra só dá 5 pontos e, quando são mais de 2 jogadores, é provável que aconteça na categoria “Animais”. A minha dica é: usar sempre a fêmea da relação. Não é cão, é cadela. Em vez de rato, o melhor é ratazana. Se a letra for C não escrevam cavalo, mas sim, cavala. “Mas a fêmea do cavalo é a égua!” Pois é, mas a Cavala é um peixe e é assim que eu vou ganhar!

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