Comer é bom, é mesmo muito bom, e eu sou uma pessoa muito dedicada à alimentação. Refeições saudáveis ou altamente calóricas, o que interessa é que seja bom e na quantidade que eu queira, muito ou pouco. E é precisamente ao nível da quantidade que eu não entendo os cafés.

Imaginemos que vou tomar o pequeno-almoço. “Quero um Ucal fresco e uma sandes com fiambre e manteiga, se faz favor. Obrigado”, digo eu, ansioso e esfomeado porque o cheirinho de pão quente mexe comigo. Entretanto, chega o meu pedido à mesa. Com o Ucal tudo certo, mas com o pão a história é outra.

Aqui esta ele, carregadinho com 5 fatias de fiambre e meio pacote de manteiga. Para quê o exagero? Assim, quase não consigo saborear o pão. Já para não falar de que, em casa, só ponho duas fatias se a primeira for pequena. Acho que seria muito mais rentável para os cafés se, depois de receber um pedido destes, perguntassem “Quantas fatias deseja? E de manteiga? Corto uma fatia ou ponho um bocadinho como quase toda a gente?”

Na verdade, isto não me incomoda muito. Tal como disse, o que eu gosto mesmo é de comer, por isso, não faço grande cerimónia e nem as migalhas ficam no prato. De qualquer das formas, não era engraçado que pudéssemos escolher a comida desta forma altamente personalizada?