Antes de toda esta revolução tecnológica de levar o telemóvel para a casa de banho, as melhores leituras eram os rótulos das embalagens do shampoo, do gel de banho e de outra qualquer coisa. Durante um banho de imersão, pode ser perigoso estar a ler um livro que se goste, por isso, os rótulos tornaram.se em autocolantes muito sexys para ler, também porque eram a única coisa que está na banheira.

Durante o pequeno-almoço, quando não dava nada de jeito na televisão, o rótulo dos cereais ou do pacote de leite também se tornam bastante atrativos. Estes conseguiram continuar a ser atraentes, mas por razões diferentes. Dietas diferentes, alergias peculiares (ou não), fazem com que se leiam criteriosamente os rótulos das coisas que se comem. Também eu o faço, mais por curiosidade.

“Pode conter vestígios de”, é o início de uma frase que se encontra em todos os rótulos de embalagens de comida. Em alguns, vá, se calhar não são assim tantos. Não sei, eu comi uma baguete embalada e por acaso reparei nisso. Não consigo perceber o que quer dizer. Será que eles cozinham as coisas de olhos fechados? Ou será que eles próprios não põem rótulos nos frascos do tempero.

Imaginem a equipa que faz estas sandes. Cada um dá o seu toque especial na sandes e, no fim de cada dia, têm uma reunião para fazer o rótulo.

Chefe dos Chefes: Então digam-me lá, que ingredientes usaram para fazer a sandes?
Chefe dos outros: Pão de baguete francesa, dois pedacinhos de frango, molho de maionese e uma folha de alface.
Colaborador 1: Era só isso? Eu pus uma fatia de cebola.
Colaborador 2: E eu pus patê de amêndoas caramelizadas.
Colaborador 3: Amêndoas? Mas não era suposto ser patê de amendoins caramelizados?
Chefe dos Chefes: Epá, só me dão trabalho. Deixem-me pensar um bocadinho. (…) Já sei! Mudem o rótulo! Escrevam no fim: “Pode conter: amêndoas, amendoins e cebola. Não tenho paciência para verificar uma a uma.