Uma das coisas mais bonitas do mundo é a Criatividade. Não é preciso ser um grande artista, seja pintor, cantor, ou outra qualquer forma de artista mais “convencional”, para se terem grandes ideias criativas. Certo dia, alguém achou que deixar um casaco nas costas de uma cadeira seria uma forma de guardar o seu lugar. Hoje é algo simples que todos fazemos, mas, um dia, foi uma ideia fantástica e original que ocorreu algures pelo mundo.

Isto tudo para chegar a algo tão simples como os 4 piscas. Em teoria, os 4 piscos são luzes avisadoras de perigo. Algo de que eu, que fui pesquisar, já não tinha a certeza por ver tantas formas mais interessantes de usar estas luzinhas.

No trânsito, quando tudo está muito parado, existe sempre alguém a querer trocar de faixa. Liga um pisca, ou nenhum, e começa a tentar perfurar à maluca, ou vai lentamente desviando-se até que alguém abrande para si. Quando isto acontece, o individuo troca de faixa e, se for bem-educado, liga, espontaneamente e por dois segundos, os 4 piscas, que é como quem diz: “Muito obrigado meu querido companheiro de estrada, tenha uma vida feliz.” Se calhar isto é exagero, mas eu sinto-me bem assim.

Ainda no meio do trânsito, as motas são seres completamente diferentes. As motas não precisam de faixa, basta seguirem uma linha quase recta entre os carros que por ali circulam. Algumas ligam os 4 piscas por duas razões: avisando o perigo que, neste caso, são eles dizendo “Cuidado que nós estamos a passar, que ninguém se atravesse no nosso caminho!” ou porque, ao ligarem os 4 piscas, activam uma espécie de bolha anti-código da estrada e circulam pela berma e por onde existir espaço. De qualquer das formas, estão a avisar qualquer coisa e fazem muito bem.

Não condeno nada, cada um defende-se com as armas que tem. O importante é que sejam todos felizes, piscando como quiserem. Para ganhar mais impacto, recomendo algo que não vou fazer: ouvir os “sábios” conselhos da Ruth Marlene sobre este assunto,  “Eles olham p’ra direita, e pisca-pisca.”