Gosto de Sol. E Sol merece letra maiúscula, como forma de reconhecimento por todo o bem que me faz. Também me escalda a pele, mas eu prefiro focar-me em admirar todas as suas qualidades. Por exemplo, gosto de apanhar Sol no inverno, sentir aquele quentinho bom.

Podia escrever uma inteira declaração de amor para ti, meu querido Sol, mesmo quando o único bronze que me dás seja em tons de vermelho. Se, e quando acontece, a culpa não é tua, é minha. Que romântico clichê. Enfim, hoje a crónica não é para ti, é sobre ti.

Todos os dias, enquanto volto para casa, vejo o Sol mais baixo, consequências naturais da vida. O que não entendo é o porquê de, daqui a um mês, ter de mudar o meu relógio, despedindo-me ainda mais cedo do Sol. Porquê? Quem é que quer que a noite comece às cinco da tarde? É mesmo obrigatório? Estou capaz de organizar uma manifestação contra isto.

Calma, uma manifestação implica sair de casa, isso dá trabalho. Vou abrir uma petição pública online para não se mudar a hora. Sinceramente, não percebo as razões. A vida é tão mais feliz quando os dias são mais “compridos”.

Eu fui pesquisar, só um pouco, sobre o assunto. As raízes, ou parte delas, para esta mudança estão no racionamento de energia que era necessário fazer durante a 1ª Guerra Mundial. Se repararem, a palavra “racionar”, pouco utilizada hoje em dia, evoluiu para “poupar”. Hoje, quase toda a gente tem energia que chegue para as 24 horas do dia. Portanto, quem quiser poupar luz deve desligar as luzes em casa, comprar electrodomésticos poupadinhos, entre outros.

Tal como a palavra, será que não podemos também evoluir para uma hora que não muda? Eu sei que dá um tema giro de conversa no dia seguinte, mas é mesmo necessário?

“Café às 15h? Da hora nova ou da antiga?”