Atenção caros leitores (tão giro escrever e chamar “caros leitores” a quem está a ler isto agora), esta crónica deve ser lida sem acompanhamento. Ou seja, se está a almoçar, jantar, lanchar, ou qualquer outra coisa relacionada com alimentação, tenho 1 conselho e 1 desafio para si: se é sensível, é melhor terminar a sua refeição e só depois ler, se é super forte, desafio-o/a a ler enquanto se alimenta.

Porquê? Porque hoje vou falar de cócó. Isto é que foi uma entrada a pés juntos! Hoje, o tópico é sobre o cheiro do famoso nº2 e, para não ser desagradável, vou evitar todas as metáforas que conheço para descrever esta actividade.

Quando se está em casa, especialmente se for na de outra pessoa, no trabalho, num consultório, ou em qualquer outro lugar em que se partilha a casa-de-banho, é natural que se queira disfarçar os maus cheiros com aqueles sprays próprios para o efeito.

“Lavanda”, “Oceano”, “Floresta”, as opções são variadas para perfumar o espaço e, em muitos casos, o serviço é manual, cada um perfuma a seu gosto. Mas, para além de querermos que o ambiente seja mais agradável para o próximo, o que realmente queremos é disfarçar o que acabámos de fazer. È a verdade! Quase como se existisse alguma vergonha por fazer algo que não é bonito, mas tem de ser feito. A mente é traiçoeira, faz-nos imaginar aquilo que nos dizem mesmo senão quisermos, por isso, ninguém quer imaginar pessoas a fazer o nº2. (Peço desculpa. Eu sei que neste momento, e durante esta leitura caso tenha chegado até aqui, já se imaginou nesta situação. Desculpe. E obrigado por continuar a ler.)

Vou supor outra situação. Quanto pior é o cheiro, maior é a quantidade de “borrifadelas” de spray que se gastam, certo? O que acontece é que, quando entra outra pessoa, o cheiro a spray será tão intenso que, para além de ser difícil respirar, a outra pessoa vai pensar: “Fogo, deve ter sido mesmo forte.” O que também é bom! Mais vale cheirar muito bem, que terrivelmente mal.

O que quero dizer é: Não adianta disfarçar, toda a gente sabe o que fez. Calma, eu continuo a ser um grande fã dos ambientadores, quaisquer que eles sejam, em qualquer formato, seja um spray, uma vela, ou aqueles pauzinhos que se colocam num frasquinho. Por isso, não se esqueça e borrife sempre o suficiente para cheirar bem.