Eu bocejo, tu bocejas, ele boceja. Todos nós bocejamos, é impossível evitar. Bocejou? Desculpe. Provavelmente, isto não será grande novidade para ninguém, mas o bocejo é contagioso. E não, não é contagioso por toque, só acontece se virmos ou ouvirmos alguém bocejar. Bocejei outra vez. Basta imaginar uma pessoa a bocejar e, de repente, lá vem mais um bocejo. Se calhar já chega.

Acorda cedo, veste-se e vai trabalhar, ou para a escola, ou para on
de quiser. No geral, isto é a rotina de muitos de nós, só que uns tomam o pequeno-almoço em casa, outros banham-se antes de sair, depende. Cada um faz o que gosta. Mas, normalmente, todos temos um pouco de sono de manhã. E, sem querer ser a Maia, prevejo que todos nós bocejemos (pelo menos) uma vez, contagiando quem se aproxima.

Descobri que existem pessoas impunes a este flagelo matinal! Devia fazer parte dos testes que fazem para serem recrutados. São pessoas que, ao consegui-lo, merecem o meu apreço. “São os meus heróis”, diria eu se fosse algo mesmo extraordinário, mas não é. Contudo, é um bocadinho impressionante. Quem são eles? Os empregados de cafetarias, pastelarias e afins.

Para quem gosta de beber café no café logo de manhã, bocejar é inevitável, falo por mim. Agora, imaginem que por cada café recebido com um bocejo, o empregado devolvia um bocejo. A conclusão é simples! As pessoas que trabalham em cafés iriam estar constantemente com dores nos maxilares por nunca fechar a boca. Bocejei outra vez. Sou o meu próprio contágio.

Seja forte,
Seja responsável.
Bocejar no café,
É impensável.

E acabar em rima era dispensável.