Existe um provérbio que diz: “equipa que ganha não muda”. (Calma! Esta crónica nada tem a ver com futebol.) Contudo, essa equipa vai-se cansando. Neste caso, vai-me cansando a mim, que todos os fins de semana fico quase hipnotizado de forma simples, mas realmente eficaz. A minha televisão até tem muitos canais, mas isso pouco interessa quando dá o Inspector Max.

Sinceramente, não me lembro da última vez que tinha visto. Mas, neste último sábado, relembrei a minha infância, a minha adolescência, o inicio da minha vida como jovem adulto… Porra! Isto é uma série que perdura no tempo. Nem sequer dá para ter saudades de uma coisa que não vai embora!

Não é uma questão de eu querer ter saudades, mas dizer coisas do tipo “lembraste quando dava o Inspector Max? Era um espetáculo, ao contrário destas novas séries que não são nada de jeito!” faria com que me sentisse um velho sábio, daqueles que criticam as coisas novas.

A verdade é que, normalmente, ligo a televisão no primeiro canal e vou caminhando um a um. E, quando dá o Inspector Max, eu fico a ver. A série é boa e deixa-me sempre curioso para saber o final. Ou, então, deixa-me entusiasmado com fracos desempenhos de atores que se estrearam lá ou daqueles conhecidos que, de vez em quando, lá foram fazer uma perninha.

Verdade seja dita, o Inspector Max é a minha salvação quando estou na terrinha e só tenho 4 canais. Obrigado TVI. (Eis duas palavras que eu nunca imaginei que ficassem bem juntas)